O contributo e incentivo dos mais velhos...
Ler é descobrir… A Palavra é…
A Palavra não é mais do que uma coisa escrita no esboço de um caderno.
É a alma dos textos, o sentido de uma frase, o desabafar de uma pessoa.
A palavra é… o sentimento do poeta, o aprender de uma criança, a invenção de um escritor.
A palavra, além dos significados que tem, permanece fechada, pois não tem, para todos o mesmo valor.
A palavra é como a noite misteriosa e como o dia claro e brilhante.
A palavra é…
A palavra não se pode dizer, apenas sentir o seu significado terno e obscuro.
Então ler é descobrir…
O que há de mais maravilhoso na nossa imaginação, é descobrir o interior de cada um de nós. Ler é viajar no mundo da ilusão, procurar algo de novo, saber o que o futuro nos reserva; é encarar a personagem da nossa imaginação.
Ler é fruir os caminhos da aventura; é perdermo-nos no espaço imaginativo; é apercebermo-nos dos sentimentos das personagens; ouvir os seus murmúrios e queixumes, estando nós camuflados no meio da história.
Ler é saber aceitar a opinião de quem escreve.
Sim, Ler é Descobrir!
Como se abre um livro
E se começa a ler.
Tudo o que vem
Parece acontecer,
E só depois se descobre
Que não passa de fantasia.
A ânsia de saber
O que vem na página seguinte,
A morte…
A vida…
Talvez o amor,
Coisa jamais imaginadas
Como a dor
Que nunca,
Nunca se vão separar.
Ler é descobrir…
O que há na vida
Quer seja bom,
Quer seja mau.
Com a leitura
O mundo
Parece andar à nossa volta
Ver o Sol,
As árvores,
A Vida.
Talvez um dia
Se venha a descobrir
O que realmente,
A leitura diz.
Luís Oliveira
Um Vosso Amigo
3/03/2008
A Sombra do Vento
"Bea diz que a arte de ler está a morrer muito lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma (...)."Carlos Ruiz Zafón, A Sombra do Vento, Dom Quixote
Foi com alma, e quase de um fôlego, que li, durante um fim-de-semana, por meados de Setembro do ano passado, A Sombra do Vento.
Uma escrita fluída, refrescante, quase cinematográfica, prende-nos a um mundo de suspense em que os caminhos de personagens densas se cruzam por obra de aparentes acasos. Num longo, mas não doloroso, caminho de quinhentas páginas, há lugar para o riso, para a comoção, para a empatia, para o desprezo... Se desejamos ansiosamente conhecer o final, não queremos despedir-nos de algumas personagens, que nos concederam o privilégio de nos tornarmos seus amigos íntimos.
Tudo começa com um livro...
Não é o livro da minha vida, mas li e recomendo... vivamente!
A vossa professora, que fica muito feliz quando vos sabe leitores empenhados,
Luísa Félix
Amanhã há mais! :)