Em tempos em que os computadores, internet e telemóveis nem sequer entravam nos Contos de Fadas, os livros reinavam na minha infância, adolescência, …bem ainda hoje bebo nos livros!
- Luís!...toca a dormir, amanhã tens Escola!
- Oh! Mamã conta uma história?
- Ora!..vamos lá contar uma história ao meu menino. Disse a minha Mãe ao pegar num livro.
Nunca esqueço o livro, chama-se “Portugal”, do escritor Miguel Torga.
Recomendo-vos uma leitura um livro maravilhoso de uma pessoa que tive o privilégio de conhecer e contar um conto na sua presença.
Um vosso amigo,
Luís Oliveira*,
27/02/2008
*Representante dos pais e encarregados de educação da turma, a quem agradecemos a colaboração!
(Soizick Meister, Autobiography)
Quando era adolescente e vivia numa pequena vila de província que não oferecia aos mais novos alternativas de diversão, o refúgio era, para alguns de nós, a leitura. Felizmente, havia, mesmo no centro da localidade, num dos edifícios mais bonitos, uma biblioteca de que me fiz amiga pelos oito anos. Entrar nela era como entrar num santuário, pois naquele espaço tudo era austeridade e fascínio - os livros metodicamente arrumados, as janelas altíssimas com pesadas portadas de madeira, o chão, também de madeira, de onde se desprendia sempre um forte cheiro a cera e o rosto sisudo do responsável que garantia o silêncio e a ordem.
Assistir a um filme é óptimo, mas não é comparável ao prazer que se tira da leitura de um bom livro.
Com a leitura, podemos viajar, sem sairmos do lugar, ganhamos asas, tornamo-nos cúmplices das personagens, que têm sempre muito para nos ensinar...
Luísa Félix



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